quinta-feira, 17 de julho de 2008

O que é leitura


MARTINS, Maria Helena, O que é Leitura, Série Primeiros Passos, 1985, Editora Brasiliense.



"A psicanálise enfatiza que tudo quanto de fato impressionou a nossa mente jamais é esquecido <...>. Essa constatação evidencia a importância da memória tanto para a vida quanto para a leitura.”



Vários de nós, já tiveram a oportunidade de ler este livro, será que ficou claro? Entendemos realmente o que é leitura? Ou continuamos com os mesmo vícios anteriores a leitura?
Quando ouvimos falar em leitura, logo vem a cabeça, ler um livro, uma revista, um jornal... Será que leitura só se resume a isto? Precisamos entender que o ato de ler vai muito além de uma simples leitura, necessitamos ter maior clareza ao analisar obras literárias, precisamos perceber realmente o que esta escrito, precisamos fazer leituras criticas, e não apenas leitura de palavras, temos que aprender a fazer leitura de situações, sejam elas, políticas, econômicas ou sociais, e não esquecendo da leitura "áudio visual", aquela que esta em sua frente, na sua televisão.
Para que possamos buscar o ápice da leitura, necessitamos de qualificação dos trabalhadores da educação, necessitamos de professores comprometidos em ensinar aos alunos, isso desde as series iniciais, a perceber que a leitura e realmente importante, e não dar brecha ao famoso "decoreba".
Sem querer conceituar ou definir, mas discutir de o porquê da leitura, o livro nos apresenta três níveis de leitura que se relacionam, sem hierarquia, ao mesmo tempo, são eles: sensorial, emocional e racional. O nível sensorial traduz no primeiro contato com o texto ou situação. O nível emocional nos leva a interpretação subjetiva que o nível sensorial nos trouxe, enquanto que o nível racional busca a interpretação correta, a objetividade dentro da situação ou texto em leitura.
A autora nos chama para o novo mundo da leitura, se você não gosta de ler, nunca e tarde para buscar esta arte, ate porque, varias pessoas que não gostavam de ler, hoje são escritores.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Cultura, um conseito antropológico

LARAIA, Roque de Barros, Cultura: um conceito antropológico, 21ª Edição, 2007, Editora ZAHAR, Rio de janeiro.

O Conceito antropológico de Cultura passa pela a grande diversidade cultural da humanidade, pelas as diferenças de como se organiza em sociedade, como se vestem, se alimentam, o respeito entre homens e mulheres. Há vários anos, e comum a tentativa de explicar as diferenças entre os homens, a partir dos diferentes tipos de lugares e pelos conceitos biológicos, e logo percebeu que não iria chegar a nenhuma conclusão, pois o comportamento dos indivíduos depende de um aprendizado chamado de endoculturação, ou seja, um homem e uma mulher agem diferentemente não em função de seus hormônios, mas em decorrência de uma educação diferenciada. No entanto não pode ser explicada as diferenças entre homens e mulheres através de suas leis impostas pelo biológico ou pelo meio em que vivem. Apesar da dificuldade que os antropólogos enfrentam para definir a cultura, não se discute a sua realidade. A cultura se desenvolveu a partir da possibilidade da comunicação oral, capazes de tornar mais eficiente o seu aparato biológico. Isto significa afirmar que tudo o que o homem faz, aprendeu com os seus semelhantes.

Embora nenhum indivíduo conheça totalmente o seu sistema cultural, é necessário conhecer para manter relações com outras pessoas. Conhecimento este que deve ser compartilhado por todos os componentes da sociedade de forma a permitir a convivência dos mesmos.

Enfim, todas as sociedades do mundo, tem a sua maneira de agir, isso constitui em um rico mundo, onde se encontra varias diversidades culturais, algumas estranhas, mais sempre mantendo a identidade própria.